"A harmonia da infância é um dom da natureza; a segunda harmonia deve resultar do trabalho e do culto ao espírito." Georg Wolhelm Friederich Hegel

O Capitão e o Marinheiro

Um capitão, ainda bastante jovem, tinha acabado de se formar na escola de oficiais da marinha e estava servindo num grande navio de guerra: a nau capitânia. Sua frota estava fazendo exercícios num arquipélago, em meio a milhares de ilhas.

Eles já estavam chegando no final do dia, o tempo estava péssimo, com névoa densa e a visibilidade muito ruim. Essa nau capitânia transportava o almirante que estava comandando os exercícios e o oficial que estava servindo no posto de comando. Num certo momento, o vigia contou para o comandante que havia uma luz piscando do lado direito. O comandante perguntou se a luz estava constante ou em movimento.

Se estivesse constante, estaria numa rota de colisão com o navio. O vigia confirmou que a luz estava parada e num curso de colisão. O comandante mandou uma mensagem diretamente para o suposto navio informando que estava num curso de colisão e que seria necessário mudar o curso em 20°, imediatamente. A seguinte mensagem voltou:

"É melhor vocês mudarem seu curso imediatamente."

O capitão pensou que a tripulação do outro navio não sabia quem ele era e transmitiu outra mensagem:

"Eu sou um capitão, favor mudar seu curso em 20°."

Voltou uma outra mensagem:

"Eu sou marinheiro de segunda classe, favor mudar seu curso, Senhor."

O comandante ficou enfurecido e enviou sua mensagem final:

"Somos a nau capitânia da frota. Não podemos manobrar tão rápido. Mude seu curso imediatamente em 20°. Isto é uma ordem!"

Esta foi a mensagem que retornou:

"Senhor, aqui é um farol."

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