"A água corre tranqüila quando o rio é fundo." William Shakespeare

A Caverna

Três caçadores caminhavam por uma floresta quando foram surpreendidos por uma animal exótico, nunca visto antes. Era realmente um animal diferente, muito bonito, de porte elegante e pêlos brilhantes, estranhamente coloridos com as sete cores do arco-íris.

Ficaram tão surpresos e encantados que, enquanto pensavam no que fazer, o animal teve tempo de se dirigir tranqüilamente à uma caverna próxima, escondendo-se lá dentro.

Já refeitos do susto e muito curiosos, desejaram vê-lo novamente e decidiram atraí-lo para fora da caverna oferecendo-lhe comida. Colocaram diante da caverna dezenas de frutas, pequenos animais que haviam caçado, pão e água. Esconderam-se e ficaram à espreita. Esperaram horas e horas, mas de nada adiantou. O animal continuava lá dentro.

Frustrados, resolveram que iriam pegá-lo à força. Dirigiram-se à aldeia e regressaram com vinte homens. Os vinte homens juntos não foram capazes de segurá-lo e trazê-lo para fora da caverna.

Tentaram então dinamitar a caverna. Novamente, não tiveram sucesso. O animal continuava lá dentro.

Apelaram para o pajé da aldeia e às suas orações. O pajé veio e invocou os deuses. A aldeia toda rezou com ele. Mas não adiantou.

Chamaram o Sábio da Montanha. O sábio veio, fitou a caverna por alguns minutos, esperou, refletiu e disse:

- Ele não quer sair.

E foi embora.

Todos ficaram decepcionados, já que o sábio era o último recurso de que dispunham. Fracassadas todas as tentativas, finalmente desistiram. Ninguém mais tocou no assunto.

Quando já nem se lembravam mais do fato, foram novamente surpreendidos pelo animal, que caminhava calmamente pela floresta. Mais uma vez se acendeu neles o desejo de capturá-lo. Foi só fazerem menção de correr atrás dele e o animal já estava longe, como se houvesse adivinhado suas intenções.

Fizeram novamente todas as tentativas anteriores: comida, força, dinamite, o pajé, o sábio. Nada adiantava. Mas quando desistiram e se esqueceram, o animal reapareceu. E assim aconteceu sucessivas vezes: tentavam, desistiam, e o animal aparecia. Até que um dia o sábio lhes disse:

- Vocês ainda não perceberam o que parece ser óbvio? Ele só sai da caverna se vocês pararem de insistir.

E assim aconteceu. Ele se tornou uma espécie de animal de estimação de toda a aldeia. Mas ainda foge quando tentam capturá-lo e não sai de sua caverna quando tentam obrigá-lo a isto.

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